Você gostaria de conhecer um festival dedicado à gastronomia?
Festival Fartura foi a tarefa 1 da prova escrita do Celpe-Bras de abril de 2026.
Leia o enunciado com muita atenção, assista ao vídeo e, para praticar, só assista ao vídeo legendado depois que fizer a tarefa. É a melhor maneira de praticar para a prova escrita do Celpe-Bras.
Deixamos o link com o vídeo original da tarefa e o vídeo legendado para que você não fique com dúvidas de vocabulário

| Como jornalista de um jornal de grande circulação, você visitou o “Festival Fartura”. Com base no vídeo, escreva um artigo para a seção de gastronomia do jornal, explicando o que é o Festival. Em seu texto, apresente o objetivo do evento, o que os visitantes podem fazer lá e o que motiva a escolha dos convidados especiais. |
ATENÇÃO ⚠️ Preste muita atenção ao enunciado. O que pedem a você?
- emissor ou locutor – (você) jornalista de um jornal de grande circulação.
- interlocutores – leitores da seção de gastronomia do jornal.
- gênero textual – artigo jornalístico de divulgação.
- objetivo do texto – informar os leitores sobre o Festival Fartura, apresentando sua proposta, atrações e importância cultural e gastronômica.
O que é um artigo jornalístico de divulgação
Um artigo jornalístico de divulgação é um texto publicado em jornais, revistas, sites ou blogs com o objetivo de informar o público sobre um tema de interesse, no caso a gastronomia, explicando-o de forma clara, acessível e atrativa.
Teremos características de jornalismo (informação, entrevistas, dados, fatos) e a divulgação de conhecimentos, eventos, projetos, descobertas ou iniciativas culturais, científicas, gastronômicas, ambientais etc.
O que o Festival Fartura divulgaria?
- o que é o evento;
- qual é seu objetivo;
- quem participa;
- o que o público encontra lá;
- por que ele é importante.
Características principais
- linguagem clara e objetiva;
- tom informativo;
- presença de descrição e explicação;
- uso de dados, exemplos e falas de entrevistados;
- intenção de despertar o interesse do leitor.
Estrutura de um artigo jornalístico de gastronomia
1. Título (ou manchete)
Deve chamar a atenção do leitor e apresentar o tema do texto.
Exemplo: Festival Fartura celebra sabores e tradições da culinária brasileira
2. Linha fina (opcional)
Pequeno resumo logo abaixo do título, antecipando o assunto principal.
Exemplo: Evento reúne produtores, chefs e receitas tradicionais de diferentes regiões do Brasil
3. Introdução
Apresenta o festival e traz, de maneira breve, as informações principais:
- o que é o evento;
- onde acontece;
- quando acontece;
- quem organiza.
4. Desenvolvimento
Parte mais extensa do texto. Nela, você deve explicar:
- o objetivo do Festival Fartura;
- a proposta de valorizar ingredientes e tradições brasileiras;
- o que os visitantes podem fazer no evento;
- exemplos de pratos, produtores e convidados especiais;
- histórias de personagens ligados à gastronomia.
Também podem aparecer:
- descrições de sabores;
- comentários do jornalista, mas sem argumentação;
- falas dos participantes;
- curiosidades culturais.
5. Conclusão
Feche o artigo destacando novamente a importância do evento.
Pode:
- destacar a valorização da cultura alimentar brasileira;
- convidar o público a participar;
- reforçar a experiência gastronômica do festival.
6. Linguagem do texto
- formal, sem gírias ou expressões populares, mas acessível;
- informativa;
- descritiva;
- com vocabulário ligado à gastronomia e à cultura.
O que você deve evitar no seu texto
- copiar frases do vídeo;
- escrever como opinião pessoal;
- usar linguagem muito formal ou informal;
- fazer listas em vez de texto corrido.
Como você poderia fazer esta tarefa. Sugestão
Festival Fartura valoriza sabores e tradições da culinária brasileira
Evento reúne produtores, chefs e receitas tradicionais de diferentes regiões do Brasil
No próximo fim de semana, o Jockey Club receberá a quarta edição do Festival Fartura, evento gastronômico realizado em parceria com a Folha. O festival reúne cozinheiros, produtores e especialistas de diversas regiões do país com o objetivo de valorizar a culinária brasileira e aproximar o público das tradições alimentares nacionais.
A proposta do evento vai além da degustação de pratos típicos. Desde 2012, os organizadores realizam expedições pelo Brasil para conhecer ingredientes, produtores e modos de preparo tradicionais. A ideia é compreender o caminho do alimento “do campo ao prato” e destacar personagens que preservam práticas culinárias regionais.
Durante o festival, os visitantes poderão experimentar receitas preparadas por convidados especiais vindos de diferentes partes do país. Entre os destaques estão a broa com requeijão moreno e frango na brasa, típica do norte de Minas, além de um sanduíche de linguiça conservada na banha de porco, preparado por um especialista de Brasília.
Outro convidado é um produtor do Sul do país que abandonou a vida urbana para viver no campo, em Canela. Em sua pequena propriedade, ele cultiva milho crioulo – ou uma variedade especial de milho – e produz uma polenta artesanal feita apenas com o ingrediente natural, resgatando métodos antigos de produção.
Além das degustações, o público também poderá participar de aulas de culinária e visitar uma feira de produtores artesanais. No espaço, será possível comprar alimentos tradicionais, como um delicioso doce de leite, elaborado por uma produtora com o mel de abelhas nativas da fazenda de sua família.
Mais do que um festival gastronômico, o Fartura se apresenta como uma celebração da diversidade cultural e alimentar do Brasil, aproximando produtores e consumidores e ajudando a preservar tradições culinárias que fazem parte da identidade do país
____ 🌟 ____
Depois de assistir ao vídeo, talvez você tenha algumas dúvidas. Leia a transcrição e, logo abaixo, nossos comentários.
No próximo fim de semana, já com os ingressos à venda, a gente faz a quarta edição do Fartura no Jockey Club, é um festival de gastronomia feito em parceria com a Folha.
O pilar do Fartura são as expedições. Desde 2012 a gente viaja o Brasil inteiro para justamente maquiar a cadeia do alimento, entender o que tem nesse trajeto do campo ao prato.
Quem são esses personagens? Que ingredientes são esses que a gente tem nessa diversidade, nesse tamanho continental de Brasil? Quais são as tradições, os modos de preparo, os gestos na hora de cozinhar? Então a gente vai poder provar, por exemplo, uma broa com requeijão moreno e frango na brasa, lá do norte de Minas.
A gente tem também, por exemplo, um sanduíche de linguiça, conservada na banha de porco. Vem um expert dessa tradição, que também está se perdendo, lá de Brasília preparar isso pra gente.
A gente traz, por exemplo, o Daniel Castelli, um sujeito que vem do Sul, ele desiste da vida na cidade, vai morar em Canela, no campo. Uma propriedade pequena que ele tenta tornar autossuficiente, então ele parte de uma terra absolutamente improdutiva, começa a tratar essa terra, planta um milho crioulo que também estava ali em vias de desaparecer e aí ele processa esse milho, como antigamente, no moinho, até chegar numa polenta em que ele não adiciona nada para que a gente tenha o resultado final, um sabor bruto do milho.
Você pode também participar de aulas, então aprender receitas e antes de ir para casa passar na feirinha de produtos e produtores e levar essas coisas para casa.
E também coisas aqui de São Paulo, por exemplo, a Ana Mantegari é uma garota que teve ensinamentos mineiros, eu diria, e a partir daí ela faz uma receita de doce de leite de mel. Ela usa o mel da fazenda da família, de abelhas nativas para fazer um docinho também que você leva para casa.
____ 🌟 ____
Vocabulário
Folha (de São Paulo) – um dos maiores e mais influentes jornais diários do Brasil e da América Latina, editado na cidade de São Paulo.
maquiar a cadeia do alimento – maquiar ou maquilar significa embelezar, realçar traços ou disfarçar imperfeições. Podemos usar com o sentido de ocultar ou alterar informações sobre o ciclo de produção, processamento e distribuição de um produto. Seria uma prática prejudicial ao consumidor e talvez ao meio ambiente.
No contexto da reportagem, entendemos que a apresentadora utilizou a expressão no sentido de “embelezar” ou destacar as qualidades do produto, enfatizando seus aspectos positivos.
broa com requeijão moreno

Broa – é um pãozinho rústico, arredondado, elaborado geralmente com farinha de milho. Sua consistência é mais densa e crocante que a do pãozinho tradicional.
Requeijão – tipo de queijo cremoso, fácil de untar e de rechear.
Requeijão moreno – típico do estado de Minas Gerais. Sua coloração é amarronzada, a textura macia e o sabor é levemente adocicado, parecido ao do doce de leite.
linguiça – veja: Carnes utilizadas na preparação de alimentos
Daniel Castelli – é muito difícil entender alguns nomes citados nos vídeos. Não é necessário que você os mencione. Pode dizer: um produtor rural gaúcho ligado à agroecologia e à gastronomia.
Milho crioulo – é uma variedade tradicional e rústica de milho, não transgênica, preservada por comunidades rurais e pela agricultura familiar. Poucos brasileiros conhecem essa variedade, e é ainda mais difícil que um estrangeiro a conheça. Se a informação não ficou clara ao assistir ao vídeo, basta escrever “uma variedade de milho”.
Feirinha – é um pequeno mercado ao ar livre, temporário ou permanente, onde produtores e artesãos locais vendem seus produtos diretamente ao consumidor.
Ana Mantegari – como mencionamos anteriormente, é muito difícil entender alguns nomes citados nos vídeos. Seu texto pode se referir à garota como: a produtora de um doce de leite elaborado com mel de abelha.
Os alimentos sempre estão presentes nas provas do Celpe-Bras. Se não estiverem na parte escrita, com certeza estarão nos elementos provocadores da parte oral. Então, vá afiado(a) com o vocabulário.
Veja tudo aqui You Tube
Prestou a prova e esta foi sua tarefa? Comente como se saiu.
Se ainda for prestar, praticar com provas de anos anteriores é a melhor maneira de estar preparado. BOA SORTE 🍀🍀
